Conforme o prometido, aqui está o post sobre a singela exposição dos Irmãos Lumière no MON. Digo singela com relação à números, pois foram trazidas para cá apenas 70 réplicas, um original, (uma pintura e 17 filmes), das 600 cópias dos autocromos que fizeram a fama desses dois irmãos (Louis e Auguste Lumière) engenheiros por formação, que criaram o autocromo (invenção da foto colorida sobre placa de vidro) e o cinematógrafo (máquina de filmar e projetar), diz-se que esse segundo não teria sido criado pelos brothers, mas apenas patenteado por eles. São considerados pais do cinema e possuíam um potencial intelectual incomum, Louis Lumière idealizou também o alto falante, o aquecedor catalítico, a guitarra elétrica, o centrifugador de saladas e o curativo para queimaduras.
Foram responsáveis por apresentar as primeiras imagens em movimento (projeções de filmes), entre elas a coroação de um czar na Rússia. O autocromo era constituído por uma mistura de milhões de grãos microscópicos de fécula de batata, nas cores laranja, violeta e verde, que agiam como um filtro e depois era espalhada sobre placas de vidro cobertas com verniz e emulsão preta e branca. Através dessa emulsão, os grãos da fécula se fixam no local correspondente às cores captadas. A revelação era idêntica ao processo de fotografia em preto e branco da época.
Com certeza essas duas criações dos gênios da fotografia revolucionaram o mundo, permitindo registrar momentos históricos do final do séc. XIX e início do séc. XX, bem como hábitos e vestimentas.
Fiquei deslumbrada com as cores da exposição, a fotografia do cotidiano dos Lumière, uma família comum. Impressionante como este tema atual ganha magia com o toque aveludado dos autocromos, os detalhes das paisagens manifestados nas fotos.
Registrei alguns autocromos, mas devo advertir que o encanto e magnetismo ficou reservado para quem esteve de corpo presente no MON.


Irmã de Louis e Auguste Lumière

Trajes de banho - final séc.XIX






